Olá, amigos cinéfilos. Perdão pela demora do post, meu infame teclado quebrou e só agora tive tempo para comprar outro.
Mas vamos ao que interessa: Em primeiro lugar, quero tranquilizar os que ainda não assistiram ao filme. Eu não vou citar cenas detalhadamente, e se por acaso soltar algum spoiler, vai ser bem de levinho. Em segundo lugar, preciso dizer que sim, eu assisti. E que não gostei, mas como disse no post inaugural, isso não interessa. Mesmo assim eu vou indicar.
À primeira vista, Cisne Negro me pareceu um daqueles filmes sem-pé-nem-cabeça que deixam a gente bastante frustrado. Mas depois de pensar melhor, vi que o filme apenas retrata a mente humana em sua forma mais natural. E é tão bem retratada, que me causou estranheza. Porque a mente humana é individual, "cada cabeça é um mundo", e Cisne Negro se passa todo na mente de Nina Sayers, a protagonista.
Muito bem, Nina, é uma bailarina profissional, e o sonho de sua vida (como de toda bailarina) é ter um papel principal no balé onde dança. E ela consegue alcançar esse sonho, é escolhida para ser a Rainha dos Cisnes, no balé "O lago dos Cisnes", de Tchaicovsky. O problema é que, além de ser o Cisne Branco, Nina também tem que interpretar o Cisne Negro, que logicamente é o total oposto do Branco. O Cisne Negro é sensual, despreocupado, e Nina não é nada disso.
É aí que todo o drama começa. O filme retrata a luta de uma garota obsessiva para alcançar a perfeição. Ela encara o desafio que o Cisne Negro representa, e como um amigo meu disse "teve que reconstruir sua personalidade, e isso mexe com qualquer um". Nina se esforça tanto para ser perfeita que começa a ter alucinações, mania de perseguição, e começa a perder a noção da realidade. A mensagem do filme é clara: A única pessoa atrapalhando seu caminho, é você mesmo. E Nina luta durante todo o filme para vencer a si mesma.
Se você está esperando bailarinas sorridentes e saltitantes, nem gaste seu dinheiro. O filme é forte, dramático e não corresponderá às suas expectativas.
Mas, verdade seja dita, Natalie Portman esteve perfeita. Perfeita é o único adjetivo que se encaixa aqui. Tanto que ela ganhou o Oscar de melhor atriz, muuuito merecido.
Em resumo, apesar de eu não ter gostado, indico. Retrata muito bem como funciona a mente humana diante de um verdadeiro desafio.
Espero que eu não os tenha decepcionado em meu primeiro post oficial, e um beijo.
Trailer do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=wHhjsGjxHvk&feature=related

Woooooow...
ResponderExcluirPrimeiro comentário!
Eu não dava nada pelo filme quando comecei a assistir. Eu achava que era apenas mais um filme de dança com uma menina que vem do nada e se torna uma bailarina famosa. De repente, do meio para o fim, o filme se torna um verdadeiro thriller psicológico incomparável.
Diferentemente da blogueira eu gostei muito do filme e reitero: Natalie Portman foi fantárdiga. Nenhuma outra atriz poderia ocupar o seu lugar naquele papel.
Agora vamos ao que interessa. O longa parece ter duas partes: uma inicial bem monótona e uma final bastante movimentada. Essa bipartição serve para evidenciar a mudança nas atitudes de Nina e o agravamento de sua psicopatia.
Almejando a perfeição Nina Sayers se priva de prazeres sexuais e alimentares. Além disso, fica evidente a ansiedade da mãe que projeta em sua filha a bailarina de sucesso que ela não pôde ser. Esses dois fatores são determinantes para desencadear as alucinações da protagonista; alucinações essas típicas de pacientes portadores de esquizofrenia ou psicose maníaco-depressiva.
A direção de arte merece aplausos. As imagens, as representações, os efeitos especiais de áudio e vídeos são fundamentais para garantir a imersão no nas crises psicóticas de Nina.
Se você está a fim de assistir um filme arrojado e cheio de surpresas, Cisne Negro é uma boa pedida.
Beigosmeliga
Ah, já ia esquecendo...
ResponderExcluirParabéns pelo blogue, querida piriquistófila!
É sempre bom ler o que você escreve. Passear pelas suas palavras me transporta para um tempo em que minha única preocupação era esperar a hora do recreio pra brincar com a menina do vestido de bolinhas amarelas... (momento nostalgia)
Beigosmeliga
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirNossa Pri, mesmo vocÊ não gostando do filme, foi retratado de uma maneira tão boa que fiquei com vontade de assistir, e irei! Assim que eu assistir, comentarei novamente opinando. Beijos, perfeito o post
ResponderExcluir- Victor, em primeiro lugar, obrigada por ter lido o post e por ter dado sua opinião, mesmo esta última sendo divergente da minha. Concordo com você, os efeitos e a Natalie estavam perfeitos. E você por acaso quer me fazer chorar? Eu morro de saudades do tempo em que brincávamos de digimon, oh chefinha! Te amo muito, meu irmão.
ResponderExcluir- Ashley, que pena que deletou seu comentário. Eu gostaria muito de saber o que pensa sobre o filme, e sobre o post.
- Lore, obrigada por ler, meu amor. Em breve quero saber o que achou do filme!
Parabéns P, mesmo sem gostar do filme vc falou muito bem dele.
ResponderExcluirÉ como vc falou, o filme retrata a mente humana e quão fudido vc ela pode te deixar se tiver alguma obsessão, no caso da Nina a busca pela perfeição. Além do mais eu já esperava que o filme fosse assim e como o rapaz ali falou(um abraço Victor :D)o filme se torna um thriller psicológico afinal olha só o diretor...Darren Aronofsky! thriller psicológico é a marca registrada dele se assistir Requiem Para um sonho ( que tbm é do Aronofsky...ohhh) vai perceber q tem varias semelhanças com Black Swan, so pra adiantar Requiem Para um sonho trata de vicios como o de uma mulher que se vicia em anfetamina de dia e sedativos a noite para conseguir emagrecer.
É isso aí, parebéns pelo post e até o proximo : D
-Horacinho, Requiem for a dream é muito bom, e talvez eu fale sobre ele aqui no blog, valeu por me lembrar. E obrigada pela sua opinião!
ResponderExcluirEu gostei bastanto desse, dos filmes que tenho assistindo ultimamente esse se destacou.
ResponderExcluirVamos lá!
ResponderExcluirPessoa, eu não tenho nada de negativo para falar do filme. Uma Mulher que é tratada como menina pela sua mãe; que por ter sido uma bailarina frustrada projetava isso em sua filha, assim criando um complexo de proteção com ela. Claro que não preciso ressaltar que tais comportamentos sufocaram a pequena Nina, transformando a protagonista em uma pessoa frágil, delicada e com difíceis relações sociais. Não o bastante foi escolhida para um papel que deveria explorar o outro lado, o mulher que era inexistente até então. Fica claro que na cena que ela inicia a masturbação e logo após vê sua mãe, será necessário o rompimento emocional com a mãe, a busca de sua sexualidade (Freud explica!!!) e ira remodelar a sua personalidade, entrando em um caos psicológico para atingir a perfeição.
Perfeito no enquadramento, no plano, na trilha sonora, nas escolhas de atrizes e atores.
Bjos.
Eu quase fico louca junto com a loucura do filme! Me embaranhei.. talvez eu não tenha entendido. Mas então NOVAMENTE concordo que tudo que você expôs Pri !
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